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  • Como uma gestão efetiva de superusuários ajuda as empresas com seus acessos privilegiados

O PAM (Privileged Access Management) é um pilar crítico dentro de qualquer estratégia moderna de IAM (Identity and Access Management), porque trata justamente do ponto mais sensível do ambiente: os acessos privilegiados, superusuários, contas técnicas e acessos de emergência a funções críticas de negócio. Em um cenário SAP, a gestão estruturada de superusuário (firefighter) oferecida pela GRC Builder se encaixa de forma natural como componente central de uma arquitetura de PAM orientada a riscos, auditoria e governança.​

IAM, PAM e o risco dos privilégios

IAM é o conjunto de processos, políticas e tecnologias que garantem que a pessoa certa tenha o acesso certo, ao recurso certo, pelo tempo certo. Ele cobre todo o ciclo de vida de identidades (criação, movimentação, desligamento) e a concessão de autorizações de acordo com papéis, funções e segregação de funções (SoD).​

O PAM, por sua vez, é um domínio especializado de IAM voltado para identidades privilegiadas – administradores, contas de sistema, usuários com acesso crítico e funções que podem alterar dados sensíveis ou configurações de segurança. Enquanto o IAM garante que a base de acessos esteja adequada, o PAM endereça o “topo da pirâmide” de privilégios, com controles mais rígidos, registro detalhado de atividades e mecanismos de uso temporário e justificado desses poderes ampliados.​

Por que PAM é indispensável em IAM

Contas privilegiadas são alvo preferencial de atacantes e também a principal fonte de riscos internos, voluntários ou acidentais. Uma única credencial com acesso administrativo pode contornar camadas de controle, apagar trilhas de auditoria e manipular dados críticos, muitas vezes sem ser detectada se não houver monitoramento adequado.​

Boas práticas de PAM recomendam políticas de privilégio mínimo, uso de acessos temporários, rotação de credenciais, forte autenticação e registro detalhado de todas as ações privilegiadas. Esse conjunto de práticas atua em sinergia com o IAM: o IAM organiza quem pode pedir acesso e a quais papéis; o PAM governa como, quando e sob quais condições os privilégios elevados podem ser efetivamente utilizados.​

PAM em ambientes SAP e o papel do firefighter

Em ambientes SAP, funções como parametrização de módulos, alteração de configurações de segurança, execução de programas massivos ou manipulação de dados financeiros sensíveis frequentemente exigem autorizações que, se mantidas de forma permanente, geram riscos de fraude, falhas de conformidade ou incidentes operacionais. É por isso que muitas organizações adotam o modelo de superusuário de emergência, conhecido como firefighter, para permitir acessos temporários e excepcionais a essas funções.​

O conceito de firefighter é um componente clássico de PAM em SAP: em vez de conceder perfis críticos a um usuário de forma permanente, cria-se um ID especial, com autorizações amplas e pré-configuradas, que é utilizado apenas em situações justificadas, com prazo limitado e monitoramento integral de todas as ações realizadas. Após o uso, logs detalhados são disponibilizados para revisão de controladores ou área de compliance, criando um ciclo de responsabilização, rastreabilidade e melhoria de controles.​

Requisitos-chave de uma solução de PAM

Uma solução de PAM efetiva precisa entregar um conjunto mínimo de capacidades funcionais e de governança para realmente reduzir risco:

  • Controle granular de quem pode solicitar, aprovar e utilizar acessos privilegiados, incluindo papéis de owner, approver e controller.​
  • Acesso privilegiado just-in-time, com concessão temporária e expiração automática após o término da necessidade, reduzindo exposições permanentes.​
  • Registro completo de sessões privilegiadas, com logs detalhados, trilhas de auditoria e, quando aplicável, gravação de comandos e telas.​
  • Integração com processos de IAM, revisão periódica de direitos, conformidade com SoD e suporte a exigências regulatórias como SOX, LGPD e normas internas de segurança.​

No contexto SAP, essas capacidades precisam ainda se alinhar ao modelo de autorizações do ERP, às particularidades de transações críticas e aos requisitos de auditoria de controles internos e externos. Uma solução que trate PAM isoladamente, sem conexão com o desenho de papéis e riscos de negócio, tende a gerar gaps de governança ou burocracia desconectada da realidade operacional.​

GRC Builder e a gestão de superusuário

Ferramentas especializadas em GRC para SAP oferecem módulos próprios para Emergency Access Management (EAM) ou Superuser Privilege Management, que estruturam o uso de firefighters com papéis, workflows e trilhas de auditoria. A GRC Builder insere-se justamente nessa categoria, oferecendo uma camada de gestão de superusuário integrada ao contexto de riscos, regras de SoD e governança de acessos SAP.​

A funcionalidade de firefighter na GRC Builder permite configurar perfis de superusuário por processo, área de negócio ou tipo de atividade crítica, garantindo que cada ID de emergência reflita exatamente o risco de negócio que precisa ser coberto. Esses IDs podem ser atribuídos a usuários de negócio ou de TI com base em critérios claros, mantendo a distinção entre o usuário “normal” e o papel temporário de superusuário, o que é essencial para uma estratégia de PAM.​

Como o firefighter da GRC Builder materializa boas práticas de PAM

Ao alinhar o uso de superusuários às melhores práticas de PAM, a GRC Builder viabiliza um conjunto de controles que vão além do simples registro de logs técnicos:

  • Acesso emergencial governado: apenas usuários pré-autorizados podem assumir um firefighter, mediante justificativa de negócio, período delimitado e aprovação conforme regras de governança definidas.​
  • Segregação entre uso e controle: papéis distintos (como owner e controller) asseguram que quem utiliza o firefighter não é o mesmo que revisa e valida o uso, fortalecendo a segregação de funções e a independência da auditoria.​
  • Auditoria orientada a risco: os logs gerados podem ser analisados a partir da ótica de riscos de negócio e regras de SoD, conectando diretamente o uso de privilégios elevados à matriz de controles da organização.​

Esses elementos aproximam a gestão de superusuário do conceito de acesso privilegiado just-in-time, garantindo que o poder ampliado exista apenas enquanto necessário e sempre sob escrutínio posterior. Isso reduz a superfície de ataque, dificulta movimentos laterais de invasores e aumenta a capacidade de descobrir e investigar comportamentos anômalos em ambientes SAP.​

Alinhamento com frameworks de segurança e conformidade

Frameworks de segurança e reguladores enfatizam a necessidade de controles específicos sobre contas privilegiadas, incluindo inventário, revisão periódica, uso temporário e monitoramento detalhado. Em ambientes corporativos complexos, o firefighter é frequentemente citado em trilhas de auditoria como evidência de que o acesso de emergência é previsto, controlado e revisado.​

Ao centralizar a gestão desses acessos na GRC Builder, a organização cria um ponto único de governança, capaz de demonstrar a auditores externos e internos que:

  • acessos críticos não são mantidos de forma permanente,
  • cada exceção é registrada com justificativa, aprovação e trilha de ações,
  • e os eventos são revisados por um responsável independente.​

Esse alinhamento favorece a aderência a normas de controles internos, requisitos de compliance financeiro, políticas de segurança da informação e obrigações de proteção de dados, como a LGPD, que exige registros e responsabilização por operações em dados pessoais.​

GRC Builder como núcleo de PAM em IAM para SAP

Quando se observa a arquitetura de IAM de uma organização que utiliza SAP como plataforma de negócio central, fica claro que o módulo de firefighter da GRC Builder está posicionado exatamente no ponto de maior criticidade: o uso prático de privilégios elevados no ambiente transacional. Enquanto as ferramentas de IAM corporativas garantem o onboarding, o role-based access e o SSO, a GRC Builder fecha o ciclo sobre como os superpoderes de acesso são empregados no SAP, com foco em risco e auditoria.​

Nesse sentido, a gestão de superusuário deixa de ser apenas um “acessório” de GRC e passa a atuar como componente estruturante de uma estratégia de PAM em IAM:

  • orquestra o uso de acessos privilegiados;
  • conecta eventos de superusuário à matriz de riscos e SoD;
  • fornece evidências para auditoria e compliance;
  • e viabiliza o princípio de privilégio mínimo na prática, permitindo que acessos críticos sejam removidos do dia a dia e disponibilizados apenas sob demanda e com rastreabilidade.​

Ao adotar a GRC Builder como plataforma de gestão de firefighters, a organização consolida um modelo de PAM nativamente integrado ao ecossistema SAP, alinhado com boas práticas internacionais de IAM, segurança de identidade e gestão de riscos. Isso transforma o firefighter de um “mal necessário” em um ativo estratégico de governança, capaz de equilibrar agilidade operacional, segurança e conformidade num único processo de alto valor para o negócio. Nota. GRC Builder possui integração nativa com MS Entra ID Governance.

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